terça-feira, 3 de junho de 2014

Esquizofrenia é curável

Esquizofrenia é curável
Emanoela Moraes
J. P. Knaus
A terapia tradicional (alopática) para tratar a esquizofrenia consiste primordialmente em receitar um psicofármaco apropriado e elevar a dosagem até que os sintomas desapareçam. Em muitos casos, esta terapia é permanente para evitar recaídas. Com este tipo de procedimento, aproximadamente 40% dos pacientes saram e 30% melhoram temporariamente, mas sofrem recaídas no decorrer da vida. Os demais são considerados incuráveis. Lamentável!
Terapia familiar
O psiquiatra americano Langsley submeteu 150 pacientes esquizofrênicos e depressivos a uma experiência: os 150 deveriam ser internados em uma clínica psiquiátrica. Um grupo de 75 pacientes foi realmente internado e tratado com medicamentos. Não foi possível internar os outros 75 pacientes, mas cada um recebeu uma terapia familiar com o objetivo de harmonizar a vida familiar. Em ambos os grupos foi observado, durante 6 meses, o número de recaídas que levaram a uma internação e a duração das internações por ocasião das recaídas.
O grupo que foi internado e recebeu medicamentos teve 16 recaídas, com duracão média de 68 dias. O grupo que recebeu terapia familiar teve 14 recaídas, com duração média de apenas 30 dias. A terapia familiar foi, portanto, bem mais eficiente que a terapia com medicamentos na clínica.
Por que a terapia em família tem tudo para ser mais eficaz? O psiquiatra londrino Brown observou a evolução da doença em pacientes esquizofrênicos que tiveram alta e voltaram para suas famílias. A alta levava, muitas vezes, a uma piora da esquizofrenia quando o convívio familiar causava muita emoção ou quando o doente era objeto de hostilidade e de repressão autoritária. Pelo visto, emoções, hostilidades e a dominação dentro da família contribuem para a esquizofrenia. Sua eliminação e a harmonização da vida familiar são fatores de cura.
Terapia com vitaminas
O psiquiatra canadense Denson submeteu pacientes esquizofrênicos internados a uma experiência dupla cega. Para os pacientes que receberam nicotinamida (vitamina B3), o tempo de permanência na clínica era em média de 106 dias; para os pacientes que receberam um placebo, era de 177 dias. O psiquiatra canadense Hoffer observou pacientes esquizofrênicos com alta: para aqueles que receberam nicotinamida, uma nova internação era menos frequente do que para pacientes que não recebiam esta substância.
O Dr. Rimland, do Institute for Child Behaviour Research em San Diego, Califórnia, fez uma experiência dupla cega com crianças autistas: passando de um placebo para vitamina B6, houve melhora no comportamento das crianças; passando de vitamina B6 para um placebo, o comportamento voltava a piorar.
Em duas clínicas norueguesas, examinaram o teor de vitaminas B12 no soro sanguíneo dos doentes mentais recém-internados. Os casos com teor baixo de vitamina B12 eram comuns.
O inglês Milner observou pacientes esquizofrênicos durante uma experiência dupla cega. Ao receberem vitamina C, a esquizofrenia melhorava, enquanto um placebo não fazia efeito.
Como se explica a eficácia dessas vitaminas no tratamento da esquizofrenia? Na nossa alimentação atual faltam vitaminas porque ingerimos muitos alimentos cozidos, muito açúcar e muitos produtos de farinha branca. O cérebro humano regula constantemente os processos vitais do organismo humano: dia e noite. Para realizar este trabalho contínuo, o cérebro humano precisa de nutrientes, oxi­gênio e vitaminas em quantidades elevadas. A carência de vitaminas em nossos ali­mentos industrializados aparece com particular intensidade no cérebro e causa esquizofrenia em diferentes graus. Administrando vitaminas, a carência no cérebro desaparece e com isso também a esquizofrenia. O prêmio Nobel Linus Pauling considera que as curas permanentes da esquizofrenia podem aumentar de 40% para 80% por terapias integradas  com atenção no consumo de vitaminas.
Ecologia clínica
O médico canadense Hoffer tratou 60 esquizofrênicos - que não respondiam à terapia com vitaminas - com um jejum de 4 dias. Na manhã do quinto dia, 40 dos pacientes estavam isentos de esquizofrenia. A alimentação contém substân­cias que provocam esquizofrenia. Os componentes da alimentação que causam a doença com maior frequência foram analisados em dois estudos americanos. Dohan observou o tempo de permanência de esquizofrênicos em uma clínica psi­quiátrica. Com uma dieta sem cereais, a permanência era, em média, de 17 dias; com uma dieta rica em produtos a base de cereais, a média era 30 dias. Singh observou em uma experiência dupla cega que os sintomas dos esquizofrênicos internados melhoravam com uma dieta sem glúten e pioravam com uma alimenta­ção rica em glúten.
Por que o glúten no cereal e no pão é causa de esquizofrenia? Muitas pessoas são alérgicas ao glúten, principalmente quando falta a vitamina E, que equilibra o glú­ten. Quando os grãos são moídos e a farinha é aquecida, a vitamina E é destruída. As pessoas que reagem ao glúten com alergia podem se tornar esquizofrênicas. O glúten também pode provocar a doença celíaca, em que o intestino delgado deixa de digerir e absorver os alimentos.
Nos EUA e na Inglaterra, está crescendo o movimento de médicos ecologistas. Estes consideram que esquizofrenia e outras doenças mentais são provocadas por alergia contra pão e outros alimentos. Eles detectam os alimentos que provocam a doença e procuram eliminá-los para obter a cura.
Terapia com vitaminas, a medicina ecológica e a terapia familiar eliminam as cau­sas da esquizofrenia e resultam em cura. A terapia com vitaminas, o médico ecologista e o terapeuta familiar podem, em conjunto - sempre que o paciente coopera - curar um número elevado de casos de esquizofrenia de forma permanente.
Terapia do futuro
A terapia com medicamentos elimina apenas os sintomas da esquizofrenia, mas não as causas da doença. As causas continuam agindo, continuam prejudicando e continuam provocando a doença. Por isso, terapia com medicamentos - sozinha - é apenas paliativa.
A terapia do futuro consiste na administração de vitaminas, medicina ecológica, terapia familiar de um lado e a terapia com medicamentos do outro. Os medicamen­tos podem atenuar ou cortar rapidamente os sintomas incômodos. São muito agradá­veis para o paciente e representam uma complementação valiosa das diversas tera­pias que eliminam as causas e curam.
Na Inglaterra e nos EUA, há centenas de psiquiatras e médicos clínicos que tra­tam esquizofrenia e outras doenças mentais com vitaminas. Em ambos os países, também existem centenas de médicos ecologistas que afastam o pão branco e outros alimentos 'nefastos' para o cérebro e com isso obtêm a cura. Nos EUA, também o número de terapeutas familiares está crescendo.
Importante mencionar o capítulo "Esquizofrenia: influência de alguns alimentos na gênese da doença menta!" no livro "Nutrição & Doença" de Carlos Eduardo Leite, publica­do pela IBRASA, São Paulo em 1987.
Fontes: A revista Natur und Medizin, número 3, 1994. 
Livro Conheça outras terapias, organizado por Hildegard B. Richter, São Paulo, 2007, quarta edição, editora TAPS/Paulus.

Caso raro na Finlândia ajuda ciência a isolar gene ligado à esquizofrenia

Depois de testes com pessoas de uma mesma árvore genealógica, pesquisadores descobriram que a ausência de um gene aumenta as chances do aparecimento da esquizofrenia.
A história da descoberta dos pesquisadores começou com uma desconfiança gerada por dados estatísticos. O ponto de partida foi uma distante região de zona rural de 20 mil habitantes, muito visitada por quem pratica esqui, no nordeste da Finlândia. A vila foi fundada no século 17 por apenas 40 famílias – todos os residentes da atualidade têm uma ligação com os primeiros moradores.
Nesse local, a probabilidade de uma pessoa desenvolver a esquizofrenia é três vezes maior que a média mundial. No mundo todo, o risco de o transtorno mental ocorrer é de 1%. Para Aarno Palotie, geneticista do Instituto de Medicina Molecular da Finlândia, esses números mereciam mais atenção.
"Quando visitamos a região onde a doença aparece com mais frequência e onde as informações genéticas são incomuns, vimos uma chance única de entender melhor a esquizofrenia", relatou Palotie em entrevista à DW.
Parâmetros da pesquisa
Ao analisar o material genético da população local, os pesquisadores buscavam genes que não se manifestavam com tanta frequencia em comparação com outras pessoas. Foi então que encontraram o TOP3β.
Quando esse gene está presente, o corpo produz uma proteína de mesmo nome. Ela influencia o material genético da célula e, ao que tudo indica, essa proteína também protege contra o aparecimento de falhas no cérebro. Os cientistas constataram que pessoas que nao têm o gene, e consequentemente não produzem a proteína, têm maiores chances de sofrer de esquizofrenia.
Esta é uma regra que não se restringe à Finlândia, mas vale para todo o mundo. "Nós nunca teríamos encontrado este gene se tivéssemos analisado moradores de grandes metrópoles de diferentes origens étnicas", afirmou Palotie, destacando a característica única do vilarejo finlândes.
Entre os sintomas mais comuns apresentados por pacientes esquizofrênicos estão alucinações e delírios, além de distúrbios na linguagem e na organização de pensamentos. Se a doença for diagnosticada em um estágio precoce, o quadro pode ser controlado com medicamentos.
O filme "Uma Mente Brilhante" tratou loucura e esquizofrenia como temas próximos
Parceria inesperada
Enquanto os autores finlandeses se perguntavam porque esse gene em específico tinha relação com a esquizofrenia, bioquímicos da Universidade de Wurzburg, na Alemanha, souberam do estudo pela internet. Eles já investigavam a proteína TOP3β e ficaram entusiasmados com a descoberta de Palotie. "Nós já tínhamos um palpite de que o gene tinha algo a ver com a doença, mas descobrimos ao ler o estudo que ele realmente era um fator de risco ", contou George Stoll, da universidade alemã.
TOP3β não é o único gene considerado pela ciência como fator chave no desenvolvimento da doença. Pesquisadores já haviam descoberto diferentes genes desse tipo, inclusive uma concentração deles no cromossomo 22. No entanto, a causa bioquímica que provoca o efeito observado ainda é um mistério. O mesmo vale para o TOP3β.
Até agora, pesquisadores sabem que a proteína produzida pelo gene provoca efeitos no núcleo celular e que ela atua na regulação do gene. "Nós já havíamos identificado os rastros do sinal celular quando a proteína é ativa. Ou seja, nós já sabemos onde procurar", disse Stoll. Os cientistas querem descobrir o que exatamente acontece de errado na célula quando a proteína não está presente. E a razão pela qual essa combinação faz com que a esquizofrenia apareça.
Transtorno duplicado
O que torna o gene tão interessante é que ele faz parte de um grupo maior de genes. Um de seus "genes parceiros" é o chamado FMRP, que também é ligado a um distúrbio mental chamado síndrome do X frágil, uma deficiência mental que se manifesta, entre outros, no autismo.
Segundo o espectro de transtornos mentais definido pelos cientistas, esquizofrenia e autismo são exatamente o oposto. "Nós acreditamos que, dependendo de qual das duas proteínas está ausente na célula, isso desencadeia um extremo ou o outro", diz Stoll.
As duas doenças, portanto, estariam ligadas geneticamente e se manifestariam, na maior parte das vezes, conjuntamente. Estudos recentes confirmam essa teoria, afima Palotie. "Temos dados que ainda não foram publicados que mostram que as pessoas que sofrem de síndrome do X frágil têm um alto risco de ter esquizofrenia."
Muitos genes influenciam as chances de uma pessoa ser esquizofrênica
Alvo potencial para medicamentos
Por meio de teste genético, já é possível descobrir se existe risco de a esquizofrenia se manifestar. No entanto, Stoll não se mostra muito entusiasmado com essa iniciativa: a falta do gene TOP3β não significa que a pessoa terá o transtorno.
Mais importante que os testes é usar a descoberta para desenvolver novas substâncias, capazes de substituir a proteína que falta na célula. "Encontrar um único gene e caracterizar a sua função é um passo na direção correta, mas não pode haver a expectativa de que isso leve à cura da esquizofrenia", pondera Stoll.

sábado, 5 de outubro de 2013

O DIA ERA 12 DE OUTUBRO DE 1974


O DIA ERA 12 DE OUTUBRO DE 1974

minha irmã sentada na porta esperava meu pai chegar

Ela não entendia muito, mas sabia que naquela época, mulheres saiam distribuindo senhas, para que crianças carentes pegassem brinquedos na repartição,

Mas as mulheres nunca lhe davam uma senha, então ela foi reclamar com o nosso pai.

Papai, eu sou criança ou não sou?

-claro filhinha..

E então por que você não me da brinquedos no dia das crianças.

-Porque, não sobra dinheiro, para o papai comprar.

-Mas, eu vejo o senhor sair para trabalhar todos os dias!

É que o dinheiro que eu ganho... Não é suficiente.

-Como assim?

-É que quando o papai recebe, ele compra tudo em comida, em caderno, e até querosene para dona lamparina, brincou, para que ela de a luz e você não fique no escuro.

-Mas papai eu queria brinquedo.

-Minha filha eu não posso comprar!

-Porque, papai?

-Minha irmã pensou, fez silencio, é depois disse

Nós somos pobres?

-Sim minha filha,

e Minha irmãzinha continuava perguntando.

-Então, porque aquela mulher que distribui presentes,

Não me da à senha, para eu ganhar uma boneca?

-O pai, foi ficando furioso, meio que triste, mas furioso. Puxou o fôlego, respirou fundo, e disse

-Assim não e possível, você faz muitas perguntas, porque não vai ajudar sua mãe á lavar roupa?

Minha irmã fechou o semblante e falou

-Mas papai, eu só tenho sete anos. Eu quero brincar, eu sou criança.

-Então, use a imaginação invente algum brinquedo.

Minha irmã insistiu. -Não papai, eu quero uma boneca bem bonita.

-Papai quem é pobre, não é criança?

-Oh! Minha filha não e assim, vem aqui com o papai, que eu lhe explico. Pegou ela no colo e falou

-Acontece que você não deixa de ser criança por isso, pobre ou rica, preta ou vermelha, não tem distinção, só que por herança, moramos na rua principal da cidade

.-Mas pai, esta tal distinção que o senhor falou e a tal rua principal?

-Não minha filha, e que as pessoas pensam que quem mora aqui, é cheio da bufunfa.

-O que e bufunfa? Ele sorriu e disse

-É dinheiro minha filha, e é por isso que as mulheres vão direto para os bairros mais pobres.

Meu pai levantou-se e foi trabalhar. Minha irmã ficou furiosa. Foi na fornalha pegou carvão, foi no quintal pegou urucum, pegou ainda um papelão, pediu o vizinho para escrever algo para ela, e depois, foi direto para a maçonaria, pois era lá a repartição de presentes.

Chegando lá ficou pasmada.

Havia uma fila enorme e toda a criança tinha um papelzinho na mão.

Então ela chegou do outro lado da grade e ficou esperando, sozinha.

Mas, como naquele tempo, a cidade era bem pequena, e só havia um médico que conhecia todo mundo e que neste dia distribuía os presentes, reconhecendo minha irmã, e entendendo o que se

Passava, saiu do meio da multidão, e levou uma boneca para ela.

Quando, meu pai viu a boneca, foi saber de onde veio.

Foi então que soube,

Que todo ano, o Doutor André Ala lhe dava um brinquedo fora da fila.

Mas naquele ano, ela tinha pintado as pernas de preto, com carvão, e os braços de vermelho

com urucum.

Por isso ela estava vermelha e preta

e tinham um papelão escrito:

´´Sou de toda cor e moro em qualquer lugar, mas ainda sou criança sem destinção``

  Emanuela Morais

terça-feira, 2 de julho de 2013

Face a Face 2











                               

E agora o que fazer ?
Quatro anos se passaram e eu não tenho feito progresso no tratamento de minha filha, estou muito triste eu diria até doente não tenho conseguido achar soluções legais a algum tempo, atrás eu disse que meu mundo era de versos e flores mas agora tenho sentido que os versos estão falhando e as flores estão cada vez com mas espinhos.
Tenho lutado para me manter em pé ou de ainda poder sentir apenas por um segundo minhas asas de águias mas minhas pernas tremem e minha imaginação está falha. Tenho vontade de gritar e minha voz esta sumindo.
Estou doente, sim no momento estou doente! eu digo no momento porque sei que no fundo sou forte, meus olhos choram mas minha cabeça ainda pensa, preciso devolver o sorriso de minha filha a esperança que ela tinha, pois se não conseguir ver a felicidade dela a minha não poderá fluir, talvez quando alguém ler pode achar fantasioso com um pouco de demagogia mas não e verdade, a verdade e que eu sinto a tristeza dela a quilômetros de distância, não consigo ficar alheia ao sofrimento do marido dela que ainda e muito jovem e trabalhador, e eu não tenho visto ele sorrir.
por isso GRITO para quem quiser me ouvir: Preciso de ideias de soluções de novidades, pois acredito no impossível.
A Tereza neste momento me abraça e diz ; Mãe tudo isso vai passar.
Eu acredito.
Mas mesmo assim eu Grito, preciso de ideias de soluções de novidades.
Sei com toda certeza que em algum lugar elas existem.
Neste momento choro minhas pernas tremem minha imaginação falha, meus versos somem, minhas flores morrem.
Mas eu acredito nas ideias, soluções e nas novidades . 


               Emanuela Moraes

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Homenagem Para Stela e Lara .A graça de uma visita

Homenagem Para Stela e Lara .

Abria a porta de minha casa na esperança de receber a graça que a graça que
Como a esperança é a última que morre, ela sempre se renova.
Lá estavam elas, lindas rosas.
A branca e a lilás.
Mas apenas em um segundo, no escondido dos meus pensamentos,
Pergunto-me, bem no íntimo do meu ser,
O que será que elas vieram trazer?
Nossa!! São lindas.
A lilás                              e a                      branca.

Conversa vai,
Conversa vem
E então observo o olhar de cada uma delas,
Mas apenas em um segundo, meu olhar vai bem fundo.
E o que vejo me espanta.
E em sobressaltos, volto ao real lugar.
E apenas em um segundo, apenas um segundo.
Conversa vai,
Conversa vem
E lá estou eu de novo a observar
É, são lindas
A branca e a lilás.
Conversa vai,
Conversa vem
E apenas em um segundo parecia que estava sozinha neste mundo.
Então descobri,
;; que me trouxeram foi PAZ.

08;07;2010 Emanoela Moraes


domingo, 16 de junho de 2013

Aprender a linguagem da esquizofrenia?


Aprender a linguagem da esquizofrenia?

a. Pode ser útil consultar estas definições quando estiver a ler outros módulos.
 A esquizofrenia é uma entidade clínica complexa e os médicos usam muitos termos técnicos quando tentam explicar a doença. Por vezes eles esquecem-se que esses termos são de difícil compreensão e pouco familiares para as outras pessoas.
Este módulo pretende dar algumas definições de termos vulgarmente usados pelos médicos.
A compreensão destes termos promove confiança e ajuda os doentes com esquizofrenia a levantar questões acerca da doenç
LEGENDA  
São utilizadas cores diferentes para designar:
Palavras que descrevem sintomas da esquizofrenia
Palavras relacionadas com o cérebro.
Palavras que descrevem as pessoas envolvidas nos cuidados de doentes com esquizofrenia.
Palavras que poderão ser utilizadas pelo médico.
Palavras relacionadas com medicação e regimes de tratamento.

Glossário
Afectivo
Outra palavra para designar estado de humor
Alucinação Auditiva

Forma de alucinação na qual os doentes ouvem vozes, pensamentos em voz alta, pensamentos em eco e/ ou outros sons que mais ninguém ouve. As vozes podem ser sentidas como provenientes do exterior ou do próprio doente.
Alucinações

Experiências anormais que podem ocorrer em qualquer dos cinco sentidos (por exemplo: audição, visão e olfacto)

Antipsicóticos Clássicos
Classe mais antiga de antipsicóticos também denominados como antipsicóticos convencionais ou antipsicóticos típicos.

Antipsicótico convencional
Ver antipsicóticos clássicos
Antipsicóticos típicos
Ver antipsicóticos clássicos
Antipsicóticos atípicos
Nova classe de medicamentos que surgiram na década de 90. Tratam um maior número de sintomas do que os antipsicóticos clássicos e têm menos efeitos secundários relacionados com contracções musculares ou alterações do movimento.
Assistente Social
Profissional que cuida de todos os aspectos de ordem social referentes à pessoa doente.
Células Nervosas
Células que constituem o cérebro e restante sistema nervoso.
Delírios
Fortes crenças ou pensamentos com pouco ou nenhum fundamento na realidade.
Desequilíbrio químico
Composto ou substância química presente em quantidades pouco habituais.
Discinésia tardia
Alteração severa do movimento, quase sempre provocada pelos antipsicóticos clássicos, especialmente quando utilizados em altas doses. Este efeito secundário é muitas vezes permanente e incapacitante.
Doença esquizoafectiva
Condição na qual os doentes apresentam sintomas psicóticos associados a transtornos do humor. (ex.: mania e depressão)
Dopamina
Neurotransmissor que actua como sinal químico no cérebro. Actividade anormal da dopamina está associada à esquizofrenia.
Enfermeira psiquiátrica
Enfermeira especializada em saúde mental.
Episódio agudo
Estádio da doença caracterizado por sintomas graves da esquizofrenia.
Episódio psicótico
Ver episódio agudo.
Neurotransmissor
Substâncias químicas que actuam como mensageiros na comunicação entre as células nervosas.
Perturbação do pensamento
Sintoma da esquizofrenia. O pensamento claro, directo e objectivo torna-se difícil. Existem muitos tipos de perturbação do pensamento.
Prestador de cuidados
Membro da família ou outro que cuida regularmente do doente com esquizofrenia.
Prodrómico
Fase inicial da esquizofrenia, antes do início da doença ou da recaída.
Psicoeducação
Forma estruturada de providenciar educação acerca da doença.
Psicólogo clínico
Profissional de saúde mental não médico, especializado na avaliação e tratamento psicológico de sintomas de saúde mental.
Psicose
Termo geral que descreve um conjunto de sintomas que podem ocorrer em várias doenças.
Psicoterapeuta
Profissional especializado em terapêuticas psicológicas.
Psicoterapia
Termo geral que se aplica a tratamentos psicológicos, associados ou não a medicamentos.
Psiquiatra
Médico especializado no diagnóstico e tratamento de doenças mentais.
Recaída
Reaparecimento dos sintomas da doença após um período de controlo da mesma.
Receptores cerebrais
Locais específicos das células cerebrais onde actuam os neurotransmissores.
Representante
Pessoa que em caso de particular gravidade da doença poderá falar pelo doente representando as suas necessidades e interesses.
Resistência ao tratamento
É um termo que se aplica quando o doente não recupera apesar de estar a tomar medicação adequada.
Sinais precoces de alerta
Sinais e sintomas que indicam uma possível recaída, por exemplo: distúrbios de sono, ansiedade ou agitação.
Sintomas cognitivos
Alteração do pensamento, problemas de memória e planeamento de tarefas.
Sintomas extrapiramidais.
Postura e movimentos anormais (rigidez, tremor), associados à medicação antipsicótica.
Sintomas negativos
Perca ou decréscimo de funções normais na esquizofrenia, caracterizando-se normalmente por isolamento ou falta de motivação, discurso ou actividade empobrecida.
Terapeuta Ocupacional
Pessoa que orienta um programa de actividades operacionais terapêuticas.
Terapêutica de manutenção
Terapêutica que tem como objectivo reduzir o risco de recaída.
Terapia Electroconvulsiva
Procedimento médico, raramente usado, no qual se utiliza a estimulação eléctrica no tratamento de doenças mentais graves. Habitualmente utilizada com anestesia.


PT.CNS.10.04.01

terça-feira, 11 de junho de 2013

O valor terapêutico da cantoterapia



O valor terapêutico da cantoterapia

O método mexe com a alma e coração dos
participantes
A Cantoterapia é uma proposta terapêutica que alia o canto, técnicas da aula, musicalização e improvisação ao discurso do paciente. Esse discurso pode estar na fala, no canto, na música que ele sugere ouvir ou cantar e na improvisação, ou até na interpretação de uma letra de música escolhida por ele. Para isso busco na minha vivência como psicóloga e uno ao meu conhecimento de cantora e professora de música.

O processo serve tanto ao autoconhecimento como à superação de obstáculos emocionais e motores.

É indicado para crianças ou adultos de qualquer idade (com dificuldades motora, afetiva ou de aprendizagem e linguagem) ou indicado para autoconhecimento e ou relaxamento. Tenho pacientes que apresentam dificuldades neurológicas ou pacientes com problemas psiquiátricos, nestes casos, a música é um grande meio facilitador da expressão, se não às vezes o único meio. Assim como tenho pacientes que precisam lidar com grandes perdas, como o luto. A música traz lembranças e cria novas


expectativas para a vida, reformula novas formas de pensar a vida através de uma letra de música ou da improvisação com novas letras ou novas melodias. Por improvisação entenda-se, na terapia pelo canto, criar uma música na hora, criar a letra e musicar, ou criar só a melodia.

Também tenho pacientes que estão divididos profissionalmente, ou sem forças para enfrentar certas situações, eles têm uma demanda de autoconhecimento e buscam se encontrar através da sua escuta, da voz, do discurso, das músicas que ouvia na infância e das músicas que gostam de cantar. Neste caso também trabalho com programação neurolinguística, tendo às vezes uma função de personal coaching (trabalho com os pacientes, metas a serem realizadas).

Os recursos para a dinâmica da terapia são buscados na Terapia Cognitiva Comportamental e na técnica vocal aplicada ao canto e em elementos da musicalização. Os pacientes podem ter qualquer idade desde que haja demanda pela terapia inclusive trabalho com terceira idade e com bebês, e às vezes com toda a família, trabalhando a relação da mãe com a criança.

Susanne Brandão é cantoterapeuta, cantora e diretora da Musimundi Academia da Música

Para saber mais, acesse:
www.cantoterapiaecoaching.com.br  www.susannebrandao.com