domingo, 14 de abril de 2013

FACE A FACE

 Face a Face

Acordei, mas acordei tarde de novo.

ALIÁZ, ESTIVE uma vida inteira dormindo,é quando acordava era um despertar, inconsciente.
Altamente desconcentrado.
Quando abria os olhos percebia que vivia uma vida paralela á realidade.
Quando dormindo estava sempre em sonhos, é quando acordada meu mundo era de versos e flores.
Nada em meus sonhos era impossível, me sentia forte auto-suficiente tinha asas de Águias e protegia a todos. Amigos, filhos, sobrinhos e quem mais aparecessem.
Até que um dia acordei meio a sobre saltos, e um dos sobrinhos não estava mais lá, por alguns segundos me mantive de pé
Apenas em frações de segundos, tive a esperança de que minha auto-suficiência resolvesse mais um problema, pois para mim até então nada era impossível. Mas isso foi só por alguns segundos.
Foi como um tapa na cara.
Descobri falha em minha auto-suficiência, era apenas uma sonhadora petulante.
Também descobri que meu mundo paralelo se entremeiva com o mundo da realidade. Começo a olhar em minha volta procurando fragmentos do que era insensatez ou o que do era realidade.
O que vejo?
O que vi foram meus filhos, lindos, fortes.
Hein??? espera aí, há algo que saia do mundo real no momento e entrava no mundo sul – real
Tento acordar olhar firme, me concentrar sair do corpo auto-suficiente de mãe, e entrar na realidade de um critico.
No entanto, observando melhor, pude ver com clareza, os olhos de minha filha. Eram dispersivos, porém muito tristes e opressivos.
A honestidade e a garra que ela de mostrava era considerável. Linda, inteligente.
Religiosa em demasia.
E como sempre conversamos sobre tudo, portanto seu diário não me era secreto.
E ao abrir me deparei com o vazio de toda uma vida.
Sabem por quê?  
 Simplesmente por não haver conteúdo.
Apenas a data de todos os meses e anos em cada folha e uma única frase. (hoje meu dia foi bom) ou (hoje meu dia foi ruim) ou (hoje meu dia foi mais ou menos).
Assim era todo um diário. Senti-me triste.
E mais uma vês a cegueira tomou conta dos meus olhos. E uma simples explicação dela também cegou minha alma. E de volta ao mundo sul - real seguimos em frente, entremeios sonhos onde só havia versos e flores.
 E neste mundo eu vivia ate dia 12de novembro de 2008, exatamente às 10 horas da noite quando o telefone toca, foi mais ou menos assim.
Triiimm triiimmm
_oi quem fala?
 Jaqueline está ai?
Não
Há essa hora por quê?
- O que aconteceu com ela?
_uai quando eu cheguei do serviço ela pegou a moto, e disse que ia à sua casa, isso era 6 horas e já são 10 as e ela não chegou.
_mas ela não foi trabalhar?
_não
_eu vou ligar no celular dela. Agora mesmo, te ligo.

_ta
Fiquei atordoada liguei para Jaqueline e ela me atendeu, mas me parecia diferente, disse que estava na rua e desligou ,liguei de novo ela foi rude, mas disse que viria rápido e desligou, então liguei para o Leandro contei para ele que a achei e que ela estava vinda. Ele disse que estava vindo também.
Em minuto chega a Jaqueline, completamente diferente me disse que não queria voltar para casa e perguntei minha filha, o Leandro te fez algum mal ela disse não eu não quero. Eu não estava entendendo nada, minha outra filha veio falar com ela minha vizinha também. Chamaram-naela para dentro, pois estava havendo um churrasco. O Leandro chegou chamo ela mesma não quis ir, disse que queria terminar ele chorou foi embora, pois prometi que conversará com ela e pedi que ele voltasse no outro dia então ele foi. Eu estava bastante preocupada Jacqueline estava muito diferente sua fisionomia tinha mudado estava bem estranha. Coloquei-as para dentro, e disse para elas irem dormir. Não dormimos direito, pois Jaqueline não a dormiu chorava ria, ria chorava assim foi à noite toda. De manhã eu disse
-Jaqueline você está atrazada. Ela levantou o Leandro trousse roupa para ela ir trabalhar, falou com ela, mas ela não o quis.
Ele foi trabalhar, eu a mandeela ir trabalhar também. Só que ela foi tomar banho para trabalhar e não saia do banheiro ficou mais de uma hora eu cheguei até o banheiro e falei com ela não atendia de direito então eu ajudei ela a se vestir o cabelo estava muito embaraçado eu nunca tinha visto isso antes eu disse a ela Jack leve o pente e penteia no serviço, pois você está muito atrasada ela se vestiu e foi.
Uns vinte minutos depois a minha amiga ligou e me disse Manoela meu disse que cumprimentou a Jacqueline ela o acompanhou ele disse que ela está estranha ele entrou em casa e ela virou a esquina eu me assustei entendam aquilo tudo era muito novo para me, eu sentia eu via algo errado, mas eu tentei segurar ela no emprego, pois o mesmo era novo eu tentava segurar a peteca até mesmo para que eu pudesse entender o que estava ocorrendo. Liguei para o Leandro ele veio rápido, fomos procurá-la
Até que ele á achou. Colocou-a na moto e trousse e começou o martírio de verdade. Pois vi que ela estava fora dos padrões normais totalmente. Ela engatinhava, ora ela era a mãe ora ela era professora
Tentava fugir o tempo todo.
Chamei meu irmão, mas ele não deu conta, pois Jacqueline só ouvia o Rafael meu filho
Neste dia foi o caus.
Jacqueline tentava fugier toda hora. Ela dizia que ia me bater que ela estava com o diabo, mas sua voz não mudava era sempre doce como sempre foi. Tive que ser muito forte ela tentava me bater, mas sua mão era leve como pluma. Meus amigos e vizinhos nos apoiaram com os quatro braços foram solidários
Á primeira coisa que fiz foi levar ela ao neurologista ele me disse que ela teve um surto psicótico, fiquei bastante assustada, mas o que fazer afinal, sou a mãe. Após ele passar um remédio para ela foi embora, achando que tudo ia ficar bem, mas não foi assim, a coisa foi se complicando.
 Ela ficou em casa comigo e eu fiz de tudo para ficar ao lado dela a todo o segundo pois diziam que ela não podia ficar só de forma alguma  me senti sem chão ou as veses pisando em espinhos,cacos de vidros e tudo de mais e  esquisito que posam imaginar.para me a sensação a priori foi de cegueira total.falta de entendimento absoluto ,mas isso foi apenas em segundos,pois afinal eu era mãe, portanto me sentia na obrigação de entender tudo, enchergar tudo e ir até mais além do impossivel e nesses segundos de reflexsao a cloclusão foi obvia liguei minhas antenas ativei meu faro e  acelerei minhas buscas por conhecimentos mas essa condição entrou em minha vida em um final de semana portanto a solução do momento era pronto socorro.Que nao esclareceu e nem ajudou.


 



Um comentário:

  1. nossa não é por acaso que vc , eu somos mães, filho é pra vida toda, parabéns pelo amor que tens é lindo, isso prova que Deus sempre esta ao nosso lado sempre nos dando sabedoria pra enfrentar tudo com muita dignidade e muito amor .

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